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16 novembro 2017

12º Aruanda homenageia ator Servílio Holanda e confirma Ruy Guerra, Paulo César Pereio, Paulo Caldas e Elba Ramalho em edição histórica com 45 filmes

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O Festival Aruanda do Audiovisual Brasileiro chega à sua 12ª edição oferecendo uma verdadeira ‘maratona cinematográfica’ em sua programação 2017, anunciada no último dia 14 em Coletiva de Imprensa realizada no Hotel Sapucaia (Rede Nord), onde se confirmou as presenças dos homenageados Ruy Guerra, Paulo Caldas, Paulo César Pereio e da cantora Elba Ramalho, além dos cineastas Vladimir Carvalho e Edgard Navarro, mais os atores Jean-Claude Bernardet e Renato Góes.

A coletiva reuniu representantes da Academia Paraibana de Cinema, Chefia de Gabinete da UFPB, Prefeitura de João Pessoa, Câmara de Vereadores, CGU, Fórum Paraibano de Combate à Corrupção e os profissionais dos veículos da mídia impressa local (A União e Correio da Paraíba), blogs e a TV Cabo Branco, afiliada da Rede Globo, em João Pessoa. A Energisa e o Armazém Paraíba, patrocinadores ‘máster’ dessa edição, também se fizeram presentes. Em nome da Energisa e de sua Fundação Ormeo Junqueira Botelho, fez uso da palavra Marina Rivers, da Gerência de Comunicação da empresa.

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O ator paraibano Servílio Holanda será homenageado por suas reconhecidas e antológicas atuações no teatro (Vau da Sarapalha), em longas e curtas-metragens. A indicação e aclamação de seu nome, cuja trajetória passa pelo grupo Piolin, foi dos integrantes do Fórum do Audiovisual Paraibano que também participa, esse ano, com a Mostra Mulheres em Cena. Médias e curtas-metragens produzidos e dirigidos por mulheres estão na programação

Serão, ao todo, 45 filmes, entre longas, médias e curtas metragens. Dos 19 longas-metragens a serem exibidos, 15 são inéditos no mercado exibidor nacional, uma tradição já consolidada pelo evento paraibano, cuja curadoria, esse ano, é assinada pelo jornalista Amilton Pinheiro, paraibano radicado em São Paulo, em parceria com o produtor do festival, Lúcio Vilar. A Curadoria de Curtas é de Clarissa Kuschnir, Amilton Pinheiro e Bárbara Wanderley. A moderação dos seminários Diálogos Audiovisuais Aruanda/Energisa continua sob a chancela da jornalista Maria do Rosário Caetano (Revista de Cinema) que também mediará o debate sobre os longas-metragens exibidos.

Um das principais atrações será a presença do cineasta Ruy Guerra, homenageado do festival, que além de receber o Troféu Aruanda pelo Conjunto da Obra, irá participar com a mostra 5X Ruy Guerra: Cinema, Memória e Invenção que exibirá cinco de seus filmes, e com uma oficina denominada “Conceitos para um olhar”.

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Cineasta Ruy Guerra, grande homenageado da edição.

 

“O festival terá um enlace especial do cinema com a música e a literatura, esse ano, na medida em que teremos filmes que dialogam com esses campos. É o caso do filme Callado, sobre o saudoso escritor e jornalista Antônio Callado, Clara Nunes, Planet Hemp, o tropicalista Torquato Neto e os filmes do Ruy Guerra baseados em obras de Chico Buarque e Carlos Heytor Cony, o que só enriquece e amplia o leque oferecido ao público”, pontuou Vilar.

 

O longa-metragem documental Clara Estrela, sobre a cantora Clara Nunes, dos diretores Susanna Lira e Rodrigo Alzuguir, será exibido fora de competição, já na abertura do festival. Outro destaque é o longa-metragem Legalize Já!, de Johnny Araújo e Gustavo Bonafé, que conta a história da banda carioca Planet Hemp. No encerramento do evento, Quase Memória, o último filme (e ainda inédito) de Ruy Guerra, será o destaque da sessão que terá homenagem especial ao cineasta.

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Quase Memória, último filme de Ruy Guerra.

 

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Cartaz de Clara Estrela, de Susanna Lira.

 

“Os filmes desta 12ª edição do Fest-Aruanda refletem sobre um Brasil que vaza e transborda em desigualdades sociais, com a maioria dos negros que não consegue se inserir como cidadãos, aflorando na sociedade o desencanto, a violência e a loucura”, definiu o curador.

Outro aspecto importante ligado a este perfil curatorial é o que o produtor-executivo Lúcio Vilar nomeia de ‘topografia cinematográfica’, traduzida por filmes de curtas e longas-metragens selecionados e oriundos das regiões Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. “Temáticas e estéticas díspares enriquecem o evento, oxigenando o intercâmbio e a reflexão sobre essas obras”, reiterou.

O festival terá pelo segundo ano consecutivo a Mostra CGU contra a Corrupção, que premia vídeos de até um minuto voltados para a temática da corrupção e também exibirá documentário sobre os 70 anos da história da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). A parceria com a Câmara deverá render ainda uma premiação especial para 2018, o Troféu Sétima Arte Câmara de Vereadores, sugerido pelo produtor-executivo do festival, Lúcio Vilar, ao presidente da CMJP, Marcos Vinícius, que deverá ser votado ainda este mês pelo plenário da casa.

Esse ano, o festival reafirmou a parceria com a rede Cinépolis e o Manaíra Shopping, sede oficial do evento que tem também copatrocínio da Prefeitura de João Pessoa através da Funjope e da Secom municipal. Os já tradicionais debates e seminários serão realizados no hotel Sapucaia (Rede Nord), e uma novidade desta edição será a Clínica de Projetos, com o advogado Bruno Lago, do Distrito Federal. Ele estará disponível para atendimento gratuito, em grupo ou individual, para realizadores que precisem de orientação ou queiram tirar dúvidas sobre projetos culturais.

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