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Fest Aruanda anuncia vencedores de 2015

O 10º Festival Aruanda foi encerrado na noite desta quarta-feira (16), na sala Macro XE do Cinépolis Manaira Shopping, com público recorde. Cerca de 700 pessoas estiveram presentes na disputada sessão de Chico – Um Artista Brasileiro, do diretor Miguel Faria Jr, que foi seguida da premiação da mostra competitiva do festival. O filme foi encerrado sob aplausos da plateia, que também bateu palmas ao longo de vários momentos da exibição.

A premiação consagrou principalmente o documentário paraibano Praça de Guerra, de Edi Junior, que retrata um foco de guerrilha iniciado em Catolé do Rocha na década de 1960. O filme abacanhou os troféus de melhor curta paraibano, melhor curta pelo júri popular, e ainda o prêmio BNB concedido ao melhor curta com temática nordestina.

O curta O Sinaleiro, de Daniel Augusto, que traz o ator paraibano Fernando Teixeira no papel principal, também se destacou ganhando prêmios técnicos de direção de fotografia, montagem e som. O prêmio de melhor curta do festival ficou para o curitibano Tereza, de Mauricio Baggio, que além do troféu, ganhará R$ 5 mil em serviços de pós-produção com a produtora Mistika.

Entre os longas, Travessia, de João Gabriel ficou com os troféus de melhor longa, melhor montagem e melhor ator (Chico Díaz), levando o também R$ 20 mil em serviços de pós-produção com a Mistika.

Nise – no coração da loucura, de Roberto Berliner, levou os troféus de melhor longa pelo júri popular, melhor trilha sonora e melhor direção de arte.

Confira a lista completa de premiados:

TV Universitária

PROGRAMA DE TV: TV Mackenzie – São Paulo, SP.
Título: “Os Profissionais 22 ? Cibercrimes, Qualidade de Vida e Erros de Português”, de Wllyssys Wolfgang

DOCUMENTÁRIO: TV UNAERPE – Ribeirão Preto, SP.
Título: “Baque Chamou”, de Flávia Martelli

INTERPROGRAMA: TV PUC Rio, RJ.

Título: “Fotogramas do Rio Evandro Teixeira”

REPORTAGEM: TV Mackenzie – Anápolis, GO.
Título: “Invisíveis das ruas para as ruas”, de Adriana Chiaradia

Curtas

Melhor curta: Tereza, de Mauricio Baggio (12’ – ficção – Curitiba PR – 2015)

Melhor Roteiro: Maurício Baggio por Tereza

Melhor direção: João Paulo Palitot por Santa Rosa (20′ – ficção – João Pessoa PB – 2015)

Melhor ator: Bertrand Araújo por Santa Rosa

Melhor direção de fotografia: Jacob Solitrenick por  O Sinaleiro, de Daniel Augusto (15′ – Ficção – São Paulo SP – 2015)

Melhor montagem/edição: Daniel Augusto, por O Sinaleiro

Melhor som: Luiz Murilo Manso, por O Sinaleiro

Melhor atriz: Natália Moraes, por O Fim do Verão, de Caroline Biagi (13’43 – Ficção – Curitiba PR – 2015)

Melhor trilha sonora: David Neves e Seu Pereira Coletivo 401, por O Terceiro Prato, de Pablo Maia (20’ – Ficção – João Pessoa PB – 2015)

Melhor curta paraibano/ Prêmio BNB de melhor curta com temática nordestina/ Melhor curta Júri Popular/ Prêmio Abraccine de melhor curta: Praça de Guerra, de Edi Júnior (19’01 – Documentário – Catolé do Rocha PB – 2015)

Melhor animação: O Diário de uma Terra Chamuscada, de Vinicius Ângelo (3’47 – Animação – João Pessoa PB – 2015)

Longas

Melhor longa: Travessia, de João Gabriel

Melhor montagem: Lillah Halla e João Gabriel por Travessia

Melhor ator: Chico Diaz por Travessia

Melhor direção/ Melhor roteiro: Aly Muritiba, por Para Minha Amada Morta

Melhor direção de fotografia: Pedro Farkas por Através da Sombra, de Walter Lima Jr.

Melhor atriz: Virgínia Cavendish, por Através da Sombra

Melhor trilha sonora: Jacques Morelembaum, por Nise – no coração da loucura, de Roberto Berliner

Melhor direção de arte: Daniel Flaskman por Nise – no coração da loucura

Melhor longa júri popular: Nise, no coração da loucura

Melhor som: Uerlem Queiroz por Garoto, de Júlio Bressane

Prêmio especial do júri/ Prêmio Abraccine de melhor longa: Invólucro, de Caroline Oliveira. Pelo olhar sensível sobre o universo feminino

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Fest Aruanda apresenta diferentes formas de narrativa

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Depois de um começo em alta voltagem com a exibição e debate do polêmico Chatô, de Guilherme Fontes, o Fest Aruanda apresentou os primeiros longas concorrentes aos troféus. Garoto, de Julio Bressane, Invólucro, de Caroline Oliveira, e Através da Sombra, de Walter Lima Jr. tiveram boa recepção de público, cada qual à sua maneira e dentro de suas respectivas possibilidades.

Bressane não é dos cineastas mais fáceis, e nem faz questão de aplainar as coisas para ganhar a simpatia dos espectadores. Pelo contrário, trabalha pela utopia de trazê-los para as dificuldades que suas obras propõem. Esta não é diferente de outras, nesse particular. Vagamente inspirada num relato de Jorge Luis Borges sobre Billy The Kid (O Assassino Desinteressado Bill Harrigan), põe em cena um casal de jovens, Ela e Ele (Marjorie Estiano e Gabriel Leone). Eles se enamoram, vão a uma casa onde ocorre um crime. Depois empreendem uma fuga. Esta os leva à paisagem lunar do Lajedo de São Mateus, na Paraíba, palco também de outro dos filmes de Bressane, São Jerônimo.

A parte do Lajedo é a melhor. Não há diálogos. O diretor narra apenas através das imagens fantásticas do local. Leva ao extremo o cinema chamado “de atmosfera”, dispensando o recurso verbal e conduzindo o espectador pelo registro visual, mas também pelo espetacular trabalho de sons. Como se a natureza falasse pelo silencioso personagem masculino. Bressane, cada vez mais, busca um cinema metafísico, escavando camada após camada em sua recusa do lugar-comum. Difícil? Sim, e também indispensável.

Invólucro é um interessante documentário de Caroline Oliveira. Ela começa por documentar sua própria gravidez. Mas não se trata de um filme em primeira pessoa, autocentrado e biográfico, como virou moda. Após se mostrar à câmera, ela vai em busca de outras personagens que, em aparência, nada têm comum com ela mesma: duas mulheres já maduras que decidiram não ter filhos (uma médica e outra produtora cultural) e uma transexual. Invólucro fala do corpo feminino. De suas transformações, da angústia que produz, do apaziguamento que, em boa parte, funciona no reconhecimento do outro. Às vezes um tanto redundante, vai ao seu tema com ousadia e originalidade.

Em Através da Sombra, o tarimbado Walter Lima Jr. enfrenta um texto clássico do suspense – A Volta do Parafuso, de Henry James, já adaptado outras vezes. Agora é Virginia Kavendish quem interpreta a governanta que se ocupa da educação de duas crianças em uma mansão soturna.

O filme é dirigido de maneira clássica, com uma fotografia sóbria e envolvente de Pedro Farkas. Lima Jr. não cede ao facilitário dos sustos fáceis (embora alguns ocorram), mas investe mais na criação de um clima pesado, que vai se adensado a cada cena.

Leia Mais:http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,fest-aruanda-apresenta-diferentes-formas-de-narrativa,10000004743

encontro-fest-aruanda

Almoço reúne artistas e equipe do Fest Aruanda na granja do governador

O governador Ricardo Coutinho recebeu, na manhã deste sábado (12), na granja Santana, a equipe de produção do Fest Aruanda. Cineastas, atores e jornalistas também participaram do encontro. O festival de cinema tem o apoio logístico do Governo da Paraíba e segue até 16 de dezembro.

“A Paraíba tem um papel fundamental na história do cinema brasileiro. Ao apoiarmos um evento de cinema a exemplo do Fest Aruanda, reforçamos o nosso compromisso com a promoção de nossa cultura e arte, que sempre foi uma preocupação constante nessa gestão”, comentou o governador Ricardo Coutinho. “Todos esses artistas, jornalistas e escritores, reconhecidos nacionalmente, reunidos aqui para discutir assuntos pertinentes da área cinematográfica, é um reconhecimento ao valor cultural da Paraíba”, acrescentou o governador.

O organizador do Fest Aruanda, jornalista Lúcio Vilar, ressaltou a importância da parceria com o Governo do Estado para a realização da décima edição do evento. “É um fato novo que reconfigurou uma série de coisas apesar das dificuldades orçamentárias. O Governo entrou com ações de logística, abrindo portas e janelas junto a setores que se envolveram com o festival”, afirmou. “O festival estava a um passo de ser cancelado. E a entrada, no circuito, do Governo do Estado, foi decisiva para a realização do evento”, acrescentou.

Estiveram presentes na Granja do Governador o cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré; o jornalista e escritor Fernando Morais, autor do livro “Chatô, o Rei do Brasil”; o ator e diretor do filme “Chatô”, Guilherme Fontes; o ator Marcos Ricca, que fez o papel de Chateaubriand no cinema e o ator Lima Duarte. A vice-governadora Lígia Feliciano e o deputado federal Damião Feliciano também participaram do encontro, que contou ainda com jornalistas paraibanos e do Sudeste, que estão cobrindo o Fest Aruanda.

Artistas ressaltam importância cultural da PB – O ator Guilherme Fontes, diretor do filme “Chatô”, lançado em première paraibana na abertura do Fest Aruanda, destacou a importância de lançar o filme no Estado que Chateaubriand nasceu. “Era muito emblemático para nós lançar esse filme aqui. Nossa expectativa é que ele entre em cartaz em todos os cinemas de João Pessoa”, ressaltou.

Lima Duarte também falou sobre sua identificação cultural com a Paraíba. “A Paraíba me surpreende a cada dia, sempre mais e melhor desde 1962, quando estive no Teatro de Arena, fazendo revolução na América Latina, até hoje, com Chatô. Surpreende-me sua gente, seus costumes, sua cultura”, ressaltou.

Secom PB